Problemas!

Parei temporariamente, por bloqueio de ideias DESSA historia!
Quem gostou da minha escrita, visite meu perfil do nyah, onde eu posto mais escritas minhas

terça-feira, 15 de março de 2011

Realmente, tinha desistido de postar o resto da historia, mas como vi que tem gente interessada, bem, a continuação ;~}

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Continuação

Depois:
Abro os olhos e pisco varias vezes antes de me acostumar com a luz.
Levanto-me da cama que parece ser de hospital, igual ao quarto, mas percebo que não é. Sei que é um hospício. Como sei? Não sei.
Coloco os pés no chão gelado e estremeço. Por que estou aqui? Coloquei uma pantufa de coelho que estava na ponta da cama e sorri. Bem mais quente.
Olho para um espelho que se encontrava atrás de uma proteção que ficava embutido na parede e vi meu estado. Meu cabelo estava uma bagunça total, cheio de nós pretos, muito levantado. Meus olhos azuis confusos, exatamente como eu me sentia. Meu corpo coberto por um vestido que ia até a metade do meu braço branco com bolinhas azuis.
Olho para o lado e vejo uma escova de cabelo. Pego ela e começo a escovar delicadamente meu cabelo, com calma e paciência, sem querer arrebentar os fios.
Quando pronta me olho no espelho e meu cabelo estava liso, meio oleoso, mas caindo um pouco abaixo do meu peito. Suspirei e fui até o armário e quando abri, achei apenas quatro blusas, três saias, duas calças jeans e um vestido. Peguei uma blusa de manga comprida, porém fina e com gola. Eu deixei a blusa branca por cima da calça jeans azul escura. Fui ver se tinha algum sapato, mas não achei nada.
Sai do quarto e comecei a andar pelo hospício com minhas pantufas. Como de costume era todo o branco o corredor, com luzes para iluminar. Não tinha nada nele, a não ser placas que indicavam os locais e varias porta. Andei e andei. Olhei para o lado direito e vi uma escada branca, comprida e larga.
Subi nela, e quando cheguei em um andar com mais portas, e sem mais ninguém, como antes, subi mais uma escada que estava ao lado dessa.
Quando cheguei, tinha mais portas, apesar de eu sentir que tinha algo mais. Andei, andei até chegar em uma porta escrita “ENTRADA PROIBIDA”... Tentei abrir, mas não deu certo, por isso, olhei para os lados e minha mão tocou a porta e então se abriu.
“COMO FIZ ISSO?!” O que quer que esteja acontecendo, eu não sei de nada. Como fiz isso? Não sei.
Subi as escadas e fechei a porta atrás de mim. Caminhei devagar pelos degraus de cimento estreitos. Quando cheguei no topo, percebi que aqui era o teto do prédio... Como é que chama...? Telhado? Acho que é isso. Era plano, sem nada. É largo e comprido. Todo de cimento.
Caminhei até a ponta e avistei a rua. Tinha carros estacionados nela. Está de noite, o breu iluminado apenas pela lua e os postes de luz. Olhei em volta do hospício e vi que ele era cercado com mais de cinco metros de muro de cimento pintado de branco, com detalhes azuis. Eu consigo ver tão bem! Tão bem, como consigo ver de dia. Podia ver tão longe como quisesse. Suspirei e olhei para o céu. Cheio de estrelas.
Deito no chão , bem no meio do pátio e olho para cima. Sorri vendo as estrelas, então eu simplesmente viajo através delas de olho fechado. Depois de algumas horas, abro os olhos e vejo o sol nascendo.
Resolvo sair de lá e descer para o meu andar.
Rapidamente saio do terceiro andar, indo para o segundo, vendo que já tinha pessoas andando pelos corredores. Vou até o meu andar, vendo que tinha muitas mais pessoas lá.
Olhei um relógio que ficava na parede e vi que era cinco horas da manhã. Estranhei, pois sabia que o sol acabava de nascer...
Olhei para um lado, vendo que um garoto de cabelo loiro escuro de olhos de um profundo verde vinha na minha direção.  Neguei com a cabeça e olhei a ele assustada. Eu o conhecia. Sabia quem era ele... Mas não sabia como eu sabia. Ele era um problema para o meu coração. Uma parte de mim frágil. Uma parte que eu gostava, que colocava tudo a perder. Que colocava tudo em perigo.
-O que foi Pan? – ele disse e eu assustei – Pan? Pan, está tudo bem?
-Por que está me chamando de Pan? – eu perguntei assustada.              
-É o seu apelido. – ele deu um riso fraco – Que isso Pan, a pancada do ultimo trabalho foi tão forte assim?
Vou para mais perto dele, percebo que ele deve ter uns vinte centímetros a mais que eu (ou seja oitenta e sete), e tento ver além do que os olhos dele me mostram. Tento ir além daquele mar esverdeado, que eu poderia facilmente me afogar.
-Pan! – ele falou bravo – Pare de tentar entrar na minha mente! Perdeu o juízo?!
Sacudi a cabeça. Eu estava entrando na mente dele? Então eu percebo. Sim, eu estava. Como, não sei. Inclinei um pouco a cabeça para o lado e questionei-o com o olhar.
-Venha. – ele falou com raiva – Os mestres nos chamou... Eu estava indo ver se você tinha acordado.
Ele saiu andando rapidamente pelo caminho que veio e eu fui atrás rapidamente. Tentei perguntar aonde íamos, mas ele não parou quando chamei sua atenção. Então, segui-o quieta e fomos até uma porta escrita “PERIGO DE MORTE”. Ele a abriu com um código que ficava ao lado e então sua mão ficou a poucos centímetros da fechadura por alguns instantes antes de abrir ela. Atrás dela, havia outra porta. A mão dele iluminou e a porta se abriu sozinha e depois que passamos, também se fechou sozinha.
-O que foi isso ai atrás? – falei quando caminhávamos pelo corredor estreito e azul – Como que você fez aquilo?!
-Magia. – ele falou e me olhou sobre seu ombro – Não sou tão bom como você para fazer as duas portas se abrirem juntas e ao mesmo tempo, mas da um desconto.
-Como?! – eu disse assustada – Aonde estamos indo?!
-Estamos indo na sede caramba! Os mestres nos chamou! Está surda menina?!
Eu neguei com a cabeça e abaixei a cabeça envergonhada, sentindo minhas bochechas corando.
-Não acredito! Pan, corada! – ele riu alto e então eu lhe mostro a língua em um gesto infantil, mas ainda bem que ele não viu, pois virou de novo para se concentrar no caminho – Os mestres querem saber como foi que você deixou passar que o seu melhor amigo era aquele que procurávamos para informações... Para matar, melhor dizendo.
-Não sei do que você fala. – eu disse confusa, mas então, aparece uma porta na nossa frente e se abre rapidamente... Um elevador – Aonde isso leva?
-Na sede! – falou impaciente – Todos nos esperam. Até parece que esqueceu de tudo.
Engoli em seco. Eu realmente nem se quer sabia meu nome, mas achei melhor ficar quieta. Segui-o e em instantes chegamos a uma grande porta dourada. Quando abriu, vi alguns adolescentes sentados em alguns bancos de madeiras e uma mesa que tinha cinco degraus de diferença. Lá se encontrava cinco lugares, e todos ocupados. Eu sabia que um deles, era o meu tio. Olhei para ele, vendo que seu cabelo preto era igual ao meu, só que mais curto e o que diferenciava era o seu olhar preto, totalmente vidrado, sem demonstrar nenhuma piedade, nenhuma emoção.
Por cuidado de mim mesma e dele, sabia que não deveria chamar ele de tio, nem falar, antes que me perguntasse antes... Como sabia? Já sabe a resposta. Não sabia.
Peguei e fiquei no meio de um desenho de uma estrala roxa que era circulada que ficava no chão. Todos ficaram em silêncio.
-Comece a se explicar... Como deixou passar que quem era o monstro era o seu melhor amigo?! – um homem disse.
-Não sei. – falei honestamente – Eu não sei de nada.
-Como assim, você não sabe de nada?! – outro disse e senti minha mente ser invadida.
Simplesmente abri um pouco e gritei na minha mente tão alto como pude, evitando ele de entrar.
-Não. – falei simplesmente – Eu não sei.
-Ela perdeu a memória. – isso quem disse foi outra pessoa que estava no banco – Ela... Ela simplesmente nem se quer deixou eu entrar. O bloqueio está muito forte. Aqui, pelo menos, não era para estar. Nunca encontrei o bloqueio dela tão forte.
-Ela me bloqueou tão fácil! – o homem que tentou ver minha mente disse e então eu olho diretamente para ele e vejo além dos seu olhos carmim. “Como ela fez isso... Espere. Se a Pan perdeu a memória, como ela ficou mais forte? A não ser que a barreira que os pais dela colocaram tenha sido quebrada e o poder tenha sido solto...”
-Que barreira? – perguntei – Que barreira meus pais colocaram? Quer dizer, você quis dizer isso para mim né?
-Sua... Você leu minha mente! – ele me olhou tão furiosamente, que quase vi faísca saindo dos seus olhos.
-PARE! – quem disse isso agora, foi meu tio – Ela perdeu a memória, consequentemente, não sabe de nada. Eu ordeno, essa sessão está acabada. Eu vou falar com ela. Josh, Laura e Caio fiquem.
Todos saíram, menos o que eu acho ser meu tio, o garoto de olhos verdes profundos, uma garota com o cabelo ruivo e todo cacheado, com pintas vermelhar pela bochecha e um garoto diferente. Ele tinha os olhos castanhos, o cabelo ruivo, igual o da menina, a única diferença entre eles, era o sexo e que ele não tinhas pintas pelo rosto.
-Pan, do que você se lembra? – o garoto de olhos verdes disse.
-Nada. Quero dizer, não lembro nada da minha vida... Mas magia não existe... Não é? – falei assustada.
-É a pancada foi muito forte. – o de olhos verdes disse – Mas você sabe que eu sou o Josh, né?
Neguei com a cabeça e então olho nos olhos do meu tio. Ele parece abrir sua mente, como se conversássemos por ela.
“O que você lembra Pan?”
“Sei que você é o meu tio.” Pensei “Mas não sei o seu nome, nem o meu... Quer dizer, meu nome é Pan.” Sorri e ele respondeu em sua mente.
“Meu nome é Enrique. E o seu é Pandora.”
-Não me chame de Pandora! – falei sem saber o porquê, mas preferi mais Pan.
-Ela continua a mesma! – o que seria o Caio disse – Ainda não gosta de ser chamada de Pandora.
-Quem daria um nome assim? – falei brava.
-Sua mãe sonhou com esse nome antes de ter você. – Laura disse e sorriu – Quantas vezes ela já nos disse isso, né amor? – ela falou e segurou na cintura do Josh – Mas agora a questão é que nós temos que fazer você lembrar de tudo!
Fechei minha mente, pois senti uma pontada de ciúmes por eles dois, mas simplesmente ignorei e sorri. Sabia que aquele sorriso havia convencido a todos, e senti como se usa se muito ele.
-Tudo bem, mas você se lembra que eu sou seu namorado né?! – Caio disse e eu olhei para ele estranhando.
-Não. – falei e então fiquei de olhos arregalados.
-Ele não é! – Laura disse e eu suspirei aliviada – Ele é só o meu gêmeo... O seu namorado, é outro garoto. Ele chama Eric. Vou ligar para ele. – ela pegou o celular e discou tão rápido que nem vi seus dedos no celular – Ele te ama demais! É incrível! – ela riu e então esperou.
-Vá falar para lá! – meu tio disse e eu sorri.
-Eu tenho um namorado? – falei – Não consigo me imaginar namorando ninguém.
-Pois é. Mas quantas vezes já ouvi você falando maravilha dele? – meu tio disse e eu ri.
-Tio, pode me dizer o que aconteceu para o conselho está tão bravo comigo?
-Você se desviou da missão... Quer dizer... Você buscava informações, tinha informações corretas, mas ao mesmo tempo algumas erradas. Quando descobriu que quem era o monstro que procurávamos era o seu melhor amigo, você foi conversar com ele, pois não queria que ele sofresse ou algo do gênero. Acabou que você foi atacada por ele e agora está aqui, sem memória.
Rangi os dentes. Uma sensação que eu já senti, me atingiu de novo. Raiva, traição, mas acima de tudo, uma profunda tristeza de perder um grande amigo.
“Não fui eu. Eu não fiz nada...” A frase foi sussurrada na minha mente, como uma lembrança apagada. Ela se repetiu e eu abaixei a cabeça. Senti verdade naquelas palavras e ao mesmo tempo, sabia que aquela voz, era de um grande amigo.
-Ele não fez... – sussurrei tão baixo, mas então parei bruscamente.
Se eu falasse algo, sabia, não sei como, mas sabia que estaria encrencada. Achariam que eu lembrava de algo, ou que eu o defendia.
-O que? – meu tio pergunta e eu nego com a cabeça.
O Josh me olha estranho, mas a Laura chama sua atenção e ele sorri para ela, e percebo que ele não sabe do que ela fala. Olho para o Caio e ele prestava atenção em seu tênis desamarrado.
-Por que não o amarra? – perguntei e ele olhou para cima corando.
-É... – ele se abaixou e amarrou o cadarço.
-Quando se lembrar de mais coisas, venha nos procurar. – meu tio disse e eu assenti.
-Tchau. – com um aceno de cabeça sai da sala, mas ouvi antes.
-Vá com ela Josh. – a voz do meu tio era uma ordem e eu tremi.
-Por que ele?! – Laura grita, parecendo brava e cansada – Por que não meu irmão?!
-Laura! – o próprio Josh diz e eu dou a volta para olhar ele se afastando dela bruscamente – Para com esse ciúme sem fundamento! A gente nem é tão amigos assim!
-Josh, fique. – minha voz saiu em um tom de ordem, e parecia até superior do que a do meu tio – Eu vou sozinha!
Falando isso, sai da sala rapidamente e corri até sair por onde entrei. Quando cheguei dentro no meu quarto, procurei loucamente por um sapato e assim que achei, coloquei o tênis preto e sai do quarto, batendo contra o peito do Josh. Gemi baixo e olhei para cima, encarando perfeitos olhos verdes.
Então quase tudo volta. E então tudo fica escuro.
Porque eu tenho que ficar desmaiando??

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

continuação... 


Olhei para um dos balcões e pensei nas minhas armas que estariam lá no hospício... Ai! Eu nunca pensei que falaria isso, mas sinto saudades de lá. Na verdade acho que só sinto falta das minhas armas que estão lá. Acho que vou ligar para o Josh e pedir para ele pegar! Isso!
Não... Faz muito tempo que eu não o vejo e não quero falar com ele ainda. Podia até ser meu amigo, mas... Não parece que ele sentiu minha falta como eu sinto a dele... Só de pensar nele, meu coração já da um aperto!
Mas que raiva!
-Aqui está! – ela disse me entregando as minhas armas – Prata pura. E o leque é da melhor madeira, com prata também.
Abri um dos leques com cuidado e vi que parecia um leque normal, sem parecer que tem agulhas mortais ou para fazer dormir. Para mim, eu sempre peço agulhas inofensivas. Não gosto de morte.
-Não são mortais né?
-Nem um pouco! Sabe que eu nunca te daria algo assim! Só com permissões de superiores eu dou. – ela sorriu abertamente – Cada leque custa quarenta, mais uma faca para punho, trinta e uma para coxa trinta e cinco.
-Muito bem. Aqui está. – falei lhe entregando uma nota de cem e uma nota de cinquenta – Fique com o troco.
Sai sem falar mais nada, caminhei para fora da loja e comecei arrumar as armas pelo meu corpo. Caminhei até a bicicleta e pedalei devagar até a casa da Ella, a única não humana que achei lá naquele colégio de humanos...
Toquei a campanhia, mas ninguém atendeu. Toquei e toquei, mas nada.
-Ella, cadê você?! – falei brava no meu celular.
-Eu estava tomando coragem para falar com o Eric!
-Muito bem. – falei e desliguei o meu celular.
Disquei para o Eric e ele rapidamente me atendeu.
-Oi Pan. – ele falou.
-Eric, você vai no baile?
-Não vai dar. Desculpe. Preciso desligar... – falou tenso – Será que a gente pode se encontrar mais tarde na escola?
-Claro... No esconderijo?
-Pode ser.
-Ótimo! Até lá então.
Desliguei e rapidamente comecei a pedalar para a escola. Já estava escurecendo e eu precisava falar com ele... Falar talvez sobre a Ella. Só talvez. Mas eu sinto falta mesmo é das nossas conversas de final de tarde...
Assim que cheguei na escola, fui para o ginásio, em uma porta que levava para a área de fora da escola, onde tem um pequeno gramado.
Mudei minha visão, quase me esquecendo, pois mesmo com a minha visão normal, eu consegui ver no escuro o suficiente.
Eu o vi e assim que começo a correr, paro. Ele estava com ela toda ensangüentada no colo. Uma garota, com cabelo claro, e por um instante, eu jurei ser a Ella... Mas logo pude ver que não era. Suspiro aliviada.
Fui discretamente para um lado que eu podia ver seu rosto, e o da menina.
Ele a encarava furiosamente. Ele era o que o conselho estava procurando?! Não acredito! Era ele! Precisava informar ao conselho. Agora.
Peguei meu celular, e mandei uma mensagem. “Meu melhor amigo é o monstro. Meu melhor amigo é o assassino, é quem nós procuramos. Cometi um deslize, infelizmente. E isso custou mais uma vida. Mais uma vida de uma garota.” Cliquei no botão enviar, que iria direto para o celular do Josh, um dos chefes do sede que era meu tio e da minha tia Clotilde, que era a ex-esposa do meu tio.
-Como você pode fazer isso Eric? – levantei-me do meu esconderijo, com medo passando através do meu corpo, mas ao mesmo tempo, raiva e um sentimento de traição e tristeza... – Eu não consigo acreditar que você é monstro que vem matando as garotas.
-Como... Como você sabe disso?! – ele falou surpreso.
-Sou uma caçadora e você é minha presa. – falei de modo sombrio – E já não me importo com nossa amizade. Achei que podia confiar em ti, mas pelo visto, me enganei, não é? De todas as pessoas... Eu não esperava isso de você. Sempre tão calmo, tão passivo, tão... Legal... Perfeito demais para alguém da nossa idade, não é mesmo? Por que... O conselho vai me matar!
-Não! Não é o que você pensa! – ele disse e vi medo em seus olhos – Juro, sou seu amigo, nunca faria mal a nenhuma mulher. Nunca maltrataria ninguém!
-Não... – falei – Não sei como, mas estou acreditando nisso, não sei como, estou vendo verdades em suas palavras, mas tudo aponta contra você!
-Foi... Foi o meu amigo. Eu tenho protegido ele. – ele disse sincero – Ele está doente. Delirando na verdade. Pensa que vampiros existem... E mata garotas que julgam ser vampira... Mata garotas bonitas, e já tentou te matar diversas vezes, mas eu sempre tenho estado por perto de você... Só que agora ele cismou com sua amiga, a Ella. Ele quer matar ela, pois acha que ela é uma vampira. Ele acredita em bruxaria, vampiros, lobisomens... Acredita em tudo que você possa imaginar e ainda quer matar todos eles! – ele disse, mas se cortou rapidamente como se tivesse caído a ficha – Caçadora? Você é uma caçadora do que?
-De garotas ou garotos que são do submundo que perdem o controle e começa uma matança sem igual, ou algum humano que começa a matar pessoas de lá que é o seu caso. O bom, é que nenhum ser humano sabe disso, graça a você. Só que estão dando falta de algumas meninas, pois seu suposto amigo, também matou humanos. – eu disse.
-Você também acredita nisso?! – ele falou incrédulo e eu assenti.
E percebi. Ele falava a verdade.
-Eric, quem é o seu amigo? Eu acabei de mandar uma mensagem para a sede falando que o assassino era o meu melhor amigo, ou seja, você. Eu tenho que arrumar essa meleca.
-Eu estou conseguindo fazer ele ficar sã agora. Por favor, não faça isso!
-Eric? – ouço uma voz e olho para o lado, vendo um garoto alto e parecia ser forte, e com os meus olhos só humano, não podia vê-lo direito, por isso, mudei minha visão, podendo ver muito melhor, como um animal noturno, mas sabia que se ele enxergasse meus olhos, eles estariam que nem antes... Vermelhos e com um risco preto em cada – Quem é ela? Troce mais uma vampira? Finalmente decidiu trair sua amiga? Aquela por quem se apaixonou? A vampira que evitou que eu matasse?
-Não! – ele praticamente rosnou e eu estranhei. Ele era humano, certo?
-O que isso Eric? – o garoto de cabelo azul escuro, quase preto vem até mim mais perto – Você já viu os olhos dela?
Estreitei meus olhos e levantei a lateral do meu lábio superior... Não pude evitar. Foi instinto. Não sou uma vampira, muito menos um lobisomem.
Sou uma mistura de bruxa com um metamorfo... Mas eles dois, não são qualquer metarmofo e qualquer bruxa. São os mais poderosos pelo que eu sei e eu herdei os melhores dons deles até agora. As visões do meu pai, e a super magia da minha mãe, sem falar das habilidades que eu treinei dês do momento em que nasci.
-Nossa! – ele disse e riu – Acha que pode viver? Você é só...
-Sou uma das que estão te caçando. Eu não sou vampira, nem era essa menina que você matou. Ela era apenas uma criança. – eu disse sem tirar o olhar dele – Você é um monstro!
-Vocês que são! – ele disse furiosamente – Vocês que devem morrer!
-Não. – Eric se levantou do chão, colocando a menina de leve no gramado com tanta delicadeza, que me surpreendeu – Você matou uma criança! Ela devia ter apenas uns onze anos!
-ELA ERA UMA VAMPIRA! – ele grita desesperado – Maldição, você não vê, porque é muito fácil de te influenciar!
-Não, ele não é e olha que eu tentei! –falei – Posso não ser uma vampira, mas mesmo se fosse duvido que uma consiga. Já matei vampiros que perderam o controle... Só um na verdade, pois não gosto de matar, os outros eu dei para o conselho se encarregar e sempre resolvemos da melhor maneira possível, ao contrario de você.
Ele me olhou e percebi que seus olhos já não eram mais humanos.
-Não acredito. – falei e sorri com nojo – Você se abaixou ao nível de falar com o Vitelo? De pedir ajuda a ele? Ou pior, você pediu ajuda a ele para algo e está devendo almas para ele? Na verdade, - falei cortando o rapidamente – você implorou. Ele só vem àqueles que imploram. O que você falou com Vitelo?
-Eu queria vingança. – ele disse – Um vampiro matou meu pai e desde pequeno ouvia minha mãe reclamando dos infelizes. Quando completei 17 anos, procurei por eles, fui atrás de tudo quanto tipo de lojas e achei um livro. O invoquei como mandava. Dei meu sangue para ele. Ele me deu o dele. Eu lhe prometi as almas que matasse. Todas que eu matasse seria dele, se ele não me levasse para o inferno que elas vão, nem um pior, e com isso, nossos sangues se fundiram.
Olhei de olhos arregalados para ele. Vitelo nunca iria fazer isso... A não ser que...
-Quem você prometeu? – falei me acalmando – Quem você prometeu matar?
-Uma vampira.
Ele falou e eu já sabia quem era ela.
-Você matou a Aurélia! – gritei – Seu inútil! Sabe por quanto tempo ela tem fugido dele? Ele a quer não só para prazeres, como para torturá-la por negar-se a ele, considerando que nenhuma mulher se negou a ele, não só por sua beleza, mas por ele ser um demônio! Pior que qualquer vampiro que você possa conhecer!
-Ele não matou a meu pai!
-Aurélia é minha amiga. – falei e senti a fúria da minha mágica fluir para fora do meu corpo.
-Correção, ela era! – ele disse.
Não consegui mais pensar. Só sentia a magia fluir de dentro para fora do meu corpo. E era o pior tipo de magia que podia existir. Era a magia que aprendi a prender durante toda minha infância. Uma tipo de energia mágica, que eu não pude controlar agora.
-Você. Vai. Se. Arrepender. – falei com dificuldade, pois minha mandíbula estava trincada com tanta força, que chegava a doer. Sinto meus pés saírem do chão.
-Pandora! – Eric grita e eu tento prender essa energia, mas é difícil – Pandora! Pare!
-Ela irá morrer! – não consigo enxergar direito através da nevoa que se formou na minha visão, por isso, não sei quem jogou a faca que foi bem abaixo do meu peito, nem quem cortou minha barriga.
Caio no chão e me arranho em diferentes partes do corpo.
Sinto que meu amigos estão chegando.
-Fuja Eric. Fuja. – sussurrei.
-O que? – ele diz.
-Vou terminar de matar ela e então vamos embora. – o amigo dele fala feroz.
Eric se joga em cima do seu amigo, tirando uma faca que se encontrava na sua mão e então eles começam a brigar.
Uso o pouco da consciência que resta em mim e minha mágica, para transportá-los daqui para outro lugar. Não consegui me concentrar só no Eric, por isso tive que mandar os dois... Se o Eric ficasse, iria morrer, apesar de não saber se a faca foi ele que atirou em mim.
O vento sopra contra o meu rosto, uma lagrima escorre por ele e o vento sopra contra meu cabelo, deixando ele para trás do meu rosto. Olho do chão, e vejo pessoas, vindo na minha direção.
Respiro fundo, fecho os olhos tentando ignorar a dor que passava pelo meu corpo. A faca foi tirada e eu arfo com a dor. Não podia aguentar mais. Eu ia morrer. Sabia disso!
-Pan, você não vai morrer! – ouço a voz do meu tio e ele falou com tanta certeza que quase acreditei. Quase.
Gemi de dor e então sinto uma picada na minha veia, mas isso não era nada comprado à dor que sentia. Os arranhões, a faca que foi atirada em baixo do meu peito pelo meu “melhor amigo”... O corte na minha barriga, parecia mais profundo do que realmente era...
Por fim, a escuridão vem e me aconchega em seus braços. Não sentia mais dor, não sentia mais nada, a não ser como se eu estivesse caindo sem parar. Então, tudo para.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Descobrindo a verdade - livro o começo

Capitulo um

Descobrindo a verdade

Antes:


Pegando meu caderno de vinte matérias, corri até o primeiro andar da escola e abri meu armário, para pegar minha apostila de português.
Sinto uma mão no meu ombro e pulo assustada. Olho para trás e vejo o Eric.
Lá estava o garoto mais bonito da escola, e que todas as garotas cairiam para cima dele. Menos eu:
-Oi Eric. – falei sorrindo – O que você quer?
-Você copiou a lição de historia? – ele perguntou e eu suspirei.
Viu? Ele nunca iria querer nada comigo! Sem falar que ele não é tão bonito assim... Só por que tem um lindo cabelo loiro, dois lindos olhos azuis claros, 1 metro e oitenta e sete de músculos perfeitos... Não é tão bonito assim!...
Quem eu to querendo enganar?! É claro que ele é lindo!
-Sim. Copiei. – falei e peguei um caderno azul, pequeno e fino e entreguei a ele – Está ai.
-Obrigado. – ele se inclinou e deu um beijo na minha bochecha.
-Você está me devendo duas agora! – falei empurrando ele no peito – E acho que sei como você pode me devolver o favor.
-Como? – ele perguntou e sorriu travesso.
-Pode tentar falar com seu pai para me arrumar um emprego em uma das lojas dele. – falei.
-E se eu fizesse isso e fosse com você ao baile? – ele disse e eu neguei.
-Acho melhor não... Suas admiradoras vão ficar bravas comigo quando descobrir que você só vai comigo por causa de favores.
-Mas...
Coloquei um dedo no seu lábio e sorri.
-Não me perturbe. Só quero um emprego. Aliais, quem você está querendo enganar? Você não quer ir comigo. – tirei meu dedo e fechei a porta do meu armário – Preciso ir para aula. Até mais tarde.
Coloquei um pé no degrau da escada, quando senti um tremor passar pelo meu corpo.
Olhei para o Eric e vi-o fazendo uma careta de nojo. Olho ao seu redor, mas não vejo nada. Nem os seus amigos estão lá.
Voltei para ele e coloquei uma mão em seu ombro:
-Está tudo bem? – perguntei e ele me olhou surpreso.
-Não. Quero dizer... Sim... Não sei. Está todo mundo tão estranho comigo hoje. Não meus amigos... Eu me sinto diferente... Com nojo de algo...
-Não acredito! – falei com raiva – Ella! Saia daqui!
-Como que é? – ele perguntou.
-Nada. – bufei incrédula e pisquei meus olhos, acostumando eles a ver o calor que irradiava dos seres vivos e não suas carnes mesmo e como suspeitava, Ella estava ao lado dele, acariciando seu rosto, mas percebi que me olhava – Saia.
-Mas... – o Eric fala, mas eu o puxo – O que foi?
-Nada que eu não possa resolver. – falei – Se sente melhor?
-Na verdade, sim. – ele sorriu – Obrigado.
-Sempre a disposição. Vá para sua aula agora.
-Claro. – ele ainda sorrindo subiu a escada que levava até o ginásio.
Virei e vi que a Ella estava bem na minha frente, e também percebi que a energia que irradiava dela era agressiva.
-Você não pode fazer isso! – falei brava e ela voltou à visão de todos, não só de mim.
Fiz minha visão voltar ao normal, podendo ver as feições dela melhor, de vez ser apenas cores desfocadas de energia. Seus olhos azuis quase me mataram viva.
-Nunca mais se intrometa com o meu homem! – ela disse de modo possessivo.
O sinal para a aula tocou, mas eu não me movi, nem ela.
-Olhe aqui querida. Ele não é seu homem, ele nem te conhece! – falei pasma – Ele nem sabe da sua existência! Você é só mais uma na multidão de meninas que persegue ele... Só que a diferença é que você pode ficar invisível e fazer coisas com ele.
-Não é verdade! – ela falou e puxou seu cabelo loiro cacheado em um firme coque – Eu já sou dele! Eu e ele já...
-Você não fez isso Ella! Fala-me que você não fez, pelo amor de Deus!
-Quando ele voltou de uma festa... Estava muito bêbado para se lembrar... Mas sim, eu fiz sexo com ele!
-Você está ficando doente! Quando você fez com ele?
-Faz cinco meses. – ela falou – Relaxa Pan. Eu usei proteção...
-Relaxar?! Você abusou dele! – eu praticamente gritei, mas não me importei mais, considerando que o corredor já estava vazio.
-Não foi bem assim. Ele gostou! – ela falou e sorriu – Ele é meu.
-Então fique visível para ele. Vá falar com ele! Você é minha amiga, mas nunca me disse isso?! Não acredito! Não posso. Você é doente!
-Pandora! É mentira, falo sério, eu não teria coragem. Eu fico perto dele às vezes, dou uns beijos, mas nada de mais. – ela disse e percebi que era verdade.
-Ella, você é muito linda, pode ter qualquer um que quiser... Fale com ele. Não faça mais isso! Por favor. Faça isso por mim. Faça isso por ele. Isso é nojento.
-Não é na verdade.
-Ella! – falei e ela assentiu.
-Muito bem, eu vou ir falar com ele, mas você vem junto. Vocês são amigos.
-Não somos não. Eu nem conheço ele. – menti.
Eu já fiquei varias tardes conversando com ele, quando tinha que ficar na escola até mais tarde, ou quando ele precisava de alguma coisa para copiar de alguma matéria que perdeu... E até já fui na casa dele fazer trabalho... É o que da ser uma nerd.
-Eu já vi vocês dois conversando e agora eu vi a intimidade que teve com ele. Ele até te convidou para ir para o baile! – ela disse e eu neguei.
-Ele não queria ir mesmo comigo. – falei.
-Só faltou o garoto implorar! – ela disse surpresa.
-Não é verdade! Ele não gosta de mim, ele gosta...
-Senhoritas? – nós duas olhamos para o fim do corredor, onde dava a porta de saída do colégio – Tem permissão para ficar fora da sala de aula?
-Oi Breno! – falei e caminhei até ele – Desculpe, perdi a noção. Vem Ella.
-Só por que é você em. – ele disse para mim e eu sorri torto – Agora estamos quites.
-Claro. – falei.
Andamos até a aula de português do professor e quando ele nos viu na porta, apenas assentiu, nos permitindo entrar.
Sentei em uma das ultimas carteiras e esperei a Ella se juntar a mim.
-Que novidade! Você não vai querer se sentar aqui na frente Pan?
-Não... – falei – Mas obrigada.
-Não seja por isso.
Estranhei, mas não comentei. Quando ele voltou a dar a aula normalmente, eu peguei e virei meu corpo na direção da Ella.
-Pan, como você consegue se safar tão bem das coisas?! – ela disse parecendo brava – Tudo vem tão fácil para você.
-Não é não. É que eu tenho muitas pessoas que me devem favores. Eu nunca cobro, mas quando acontece algo... Elas me ajudam.
-Não acredito. – ela disse e virou carrancuda para frente, olhando o professor.
Assim que o sinal bateu, informando o final das aulas, eu saí apressada para o meu armário e comecei a guardar meu material tudo lá.
-Ei. – ouço a voz do Eric e suspiro – Aqui está o seu caderno, obrigado.
Viro e assinto a cabeça, e logo guardo o caderno no armário.
-Então, eu falei com meu pai no intervalo das aulas, e ele falou que vai ver se consegue algo. – ele disse.
-Oh... Obrigada. – falei e comecei a andar para fora do colégio – Tchau!
Peguei minha bicicleta e comecei a pedalar ladeira abaixo, indo em direção a casa da minha tia Clotilde.
Assim que cheguei, joguei minha bicicleta para o outro lado do jardim e entrei dentro da pequena casa e caminhei até a cozinha, onde peguei um hot-dog que já estava pronto e quentinho e comecei a comer, enquanto via o noticiário.
-E então o furacão acertou o litoral do Brasil hoje, com grande potencia, causando algumas mortes, e vários feridos. – a moça do noticiário fala – Ainda não se sabe da onde veio essa ventania, mas ainda tem muitas pessoas desaparecidas. Vamos entrar agora com imagens vindo de lá. Ao vivo.
A imagem da moça é substituída por imagens de pessoas mortas, outras pedindo socorro, mas todas sofrendo.
Desliguei a TV, sem poder ver isso.
Era hora de ir no submundo e descobrir o que está acontecendo.
Eu estava saindo de casa, quando me dei conta de que ainda vestia o uniforme da escola. Resmunguei, mas sabia que se não trocasse, colocaria as pessoas da escola em perigo. Nunca se sabe quando se encontra algum maníaco pelas ruas de lá...
Subi para o meu quarto e que eu dividia com minha prima, para pegar um vestido preto de alcinha que ia até o meu joelho e uma calça de algodão preta, com uma sapatilha preta fosca. Fui até o banheiro e amarrei meu cabelo preto no alto da cabeça e logo peguei uma mascara que eu gostava de usar quando ia para o submundo, para me disfarçar.
Mudei minha visão para ver além do que os de humanos podiam, vendo cada partícula no ar, vendo pessoas que se ficassem invisíveis eu poderia ver agora e muito mais.
Eu não fiz isso antes, com a Ella, pois quando meus olhos ficam assim, eles ficam com um risco preto no meio e a íris vermelho sangue. Para ver o calor, a energia das pessoas, meus olhos não mudam muito. O azul já escuro dele, só fica um pouco mais escuro, mas muda tão pouco que passa despercebido aos olhos humanos.
Suspirei e sai da casa e peguei minha bicicleta, caminhando para a rua, e assim que subi nela, fiquei levantada e pedalei rapidamente até uma loja na pior parte do bairro bexiga, onde encontrei uma loja que é escura, com algumas coisas que não se da para identificar direito penduradas na parede e com três balcões de vidro que separava a parte do vendedor e do comprador. A vendedora é uma senhora, já a ponto de morrer... Pelo menos, é isso que pensariam os humanos.
-Oi Penélope. – sorri – Como anda?
-A loja está muito devagar... Mas consigo me virar... Afinal, tenho meus contatos e com você vindo aqui para comprar de vez em quando...
-Sim. – a cortei – Gostaria de um leque.
-Normal? – ela me questionou com uma sobrancelha levantada.
-Não. Quero dois e uma faca de punho e outra para minha coxa.
-Muito bem. – ela disse e sumiu atrás do balcão de vidro, indo para uma parte que ficava separada por uma porta.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

EXPLICANDO - FINALIDADE

Esse blog, tenho como a finalidade de entreter vocês com a minha historia "O começo".. se você não gosta de ler, bem melhor nem começar a ver e ler.. *~*
qualquer duvida só me add no hotmail: rrissa.ma@hotmail.com !! ")

valeu
eu fui u-u